Thursday, March 03, 2011

Árvore da Paz

Todos os dias
Eu caminho por debaixo de ti.
O meus passos, guias
E tão tranquilo nunca, me senti.
Que boa sensação
Me transmite
Cada flor que cobre
Os teus ramos.
Ao vento faço um convite.
Um convite nobre,
De levar, não só a quem amamos,
Cada flor tua
Até ao interior de cada pessoa.
A flor actua
E espalha uma «calma» tão boa.
Fazendo-nos acreditar
Que a «Paz»
É o nosso refúgio mais seguro.
Chego-me a admirar,
De como o sitio onde estás,
Ainda continua puro!
Este meu espanto
Vem pela razão, de esta Terra
Ter perdido seu encanto.
Uma «Guerra»
De tamanha renitência,
Põe em causa a tua sobrevivência.
A cor branca,
Deixa de existir
E a cor vermelha vem cobrir,
Este novo «Mundo».
Por múltiplas e ambíguas razões,
Derrama-se sangue em elevadas porções.
Matar; Disparar; Ferir; Atropelar;
Roubar; Mentir; Rebentar,
São actos de carácter risível,
Que já fazem parte do dia-a-dia.
Nenhum parece punível,
O que me tira a alegria.
A cada hora que passa,
Acontece uma desgraça.
- Árvore da Paz,
Liberta as tuas flores,
Para que elas possam amenizar
O interior das pessoas más.
Que não haja ambivalência nos louvores.
A partir de «Hoje», nos iremos tratar,
Por seres Humanos e, não por «Senhores».
- Árvore da Paz,
Só perto de ti,
Eu fico em «Paz».

Dúvidas





Verdadeiramente,
O que esconderá
A paragem súbita do coração,
Quando provoca a morte?
O que haverá,
Realmente,
Depois, dela cumprir a sua missão
E nos levar da vida?
Que segredos esconderá?
Esta vida terá
Mesmo continuação
Num corpo frio
Sem se notar movimentos de respiração?

Dizem que é da natureza do Homem
Deixar a carne e partir,
Mas até onde chega a ir?
Onde estará a porta que a alma abre
Ao desprender-se do ser?
Para onde irão
As almas que voam
Ou perfuram o chão?
Tanto um sitio como o outro,
Têm de ser amplos,
Ou não cabem todas elas.

E serão as que se perdem,
Aquilo a que damos o nome de «espíritos?»
Qual será a razão
Desse invisível regresso
Ao reino dos vivos?
Talvez seja,
Porque achou injusto ter
De o deixar
E ainda deseja
Por aqui caminhar.

Um corpo frio e incolor,
Pode lá deixar sair
Alguma coisa de dentro de si,
Estando verdadeiramente morto?
Então como pode libertar uma luz,
Logo após alcançar a sua meta?
E que luz é essa que nos guia
E diferencia o santo do pecador?
O cadáver ali dentro de uma caixa,
Deixa-se ser triturado pela terra,
Ficando apenas o esqueleto!
Como um monte de ossos
Liberta alguma coisa?

Estas são no fundo,
As minhas dúvidas.
Mergulhadas numa incerteza profunda.
Estas minhas suspeitas
Tornarão menor a minha fé;
A minha devoção;
A minha crença;
O meu credo?
Ou será menos sentida a minha oração
Pela existência delas?
Não. Não. Não!
Acredito em Deus
E no filho seu,
Como acredito
Num poema meu.

Thursday, April 16, 2009

A alma e o corpo


A meio do caminho já estava,
Um certo cansaço em mim
Já notava,
Mas era maior o que me libertava
Desse momento ruim,
Em que o corpo fraqueja.

Mas minha alma não me deixa
Abrandar,
Motiva-me ainda mais
Pela razão
De saber que contigo ia estar.
Dá-se uma aceleração
No meu coração,
Não por ser um estado de fadiga,
Mas por saber que o momento
Estava próximo.
Sem sinais de abrandamento,
Já estou quase em cima
Do acontecimento.

Após ter subido,
Já me era permitido
Descansar.
Mas meus olhos
Naquele instante
Não se podiam cruzar
Com melhor visão
Que aquela linda paisagem,

Que apaziguou minha aflição.


«Cada árvore situada na montanha
Repousava,
Acompanhando o meu repouso.
Assim libertava
Meu corpo
De alguma sonolência.
O verde vivo
Fez brilhar minha vivência.

Mas a parte mais boa,
É que te senti
Ao olhar para ela.
Imaginei a tua pessoa
Mesmo ali.
O cume que quase tocava
O céu que me cobria
Era o rosto que sorria
De uma forma tão singela.
Que me fez acreditar
De como é bela
A Natureza.

O alinhamento do pinhal
Dava origem aos teus braços,
Que abraçava
Cada pessoa que para lá olhasse.
Como eu, que fixamente

Para aquela paisagem olhava.

Dando as boas-vindas,
Porque estava a deixar
De respirar poluição,
Começando a inspirar
Um oxigénio cristalino.
Pelo qual cada meu pulmão
Agradecia com tamanha gratidão.

O resto da paisagem,
Completava teu ser.
Espero não deixar de te ver,
Mas se isso acontecer,
Irei voltar lá para te rever.
Se sentir saudades tuas,
Vou compensá-las contigo lá.

Mas o que mais me aproximava
Daquela paisagem,
Era a brisa
Que me visitava
A cada segundo.
Ela me encantava,
Como se fosse a tua voz imaginada
Por mim.
Não quero mais nada,
Quero apenas ficar assim,
A olhar para ti.»

Friday, May 04, 2007

Canção






Canto a solidão
Tormentosa
Do meu coração.
Os dias sem aquela
Pessoa formosa
Estão a dar cabo
Das minhas recordações,
Porque se perdem
Em repetidas ilusões.

Magoam-me seguidamente,
Visto que ela
Não está aqui
À minha frente.
E eu sozinho
Vou cantando
A solidão
Que vou deixando
Nesta folha
Sem gratidão.

Mesmo apesar de a cantar
Com o mesmo sentimento
Que me permite dizer,
Pelo significado
Da palavra amar,
Mas desencontro-a dos meus dias,
Transformando-a em fantasias.

Canto as noites tristes
E envolvidas em visões
Sem alma, nem corpo.
Vazio, como aquele quarto escuro
Que alguém invisível procuro.
Meus olhos estão incapacitados
De te ver
E meu coração, de te sentir.
Em nenhum dos dois lados
Sua presença foi detectada.
A não ser na força do meu amor,
Porque na escuridão
Não existe nada!

Canto o meu coração.
Canto a minha solidão.
Canto o canto da minha paixão!

Friday, April 13, 2007

Situações alarmantes



Os valores de outrora
Nos tempos de agora
Foram quebrados.
Entre cada parceiro
Não há respeito,
O amor verdadeiro
Já não se sente no peito.

Dizem que é sentido no corpo,
Onde um filho indesejado
Para este mundo é mandado,
Sem nenhuma informação.
O planeamento familiar
Não se vê nesta situação.

Jovens viram pais
Sem mente para tais...
Procuram só nessa altura
A ajuda que existe,
Mas a ignorância é que persiste.
No planeamento familiar
O agregado
Pode ser controlado.
Debatendo as medidas
Devidas, para que uma família
Numerosa
Não sofra de forma dolorosa,
Por não ter condições.
A qualidade de vida desses filhos
Será muito escassa.

Estando esses pais ausentes,
Acontece uma desgraça
Porque o filho procura as más companhias.
No rosto deles não se vêem alegrias
Já que os dias
São passados sem mãe, nem pai.
O tempo de ter em casa os dois,
Já lá vai.

«A mulher tem o dom
De gerar um novo ser.
É um momento lindo,
Como o desabrochar de uma flor.
Vê-lo crescer,
Como cresce uma planta
Quando brota.»

Sei que, por vezes
Algo corre mal
E a irresponsabilidade
Para o feto foi letal,
Porque consultar um médico
Era o ideal.
Esse filho não nasceu,
Com tristeza
Infelizmente o perdeu.

Não estando o corpo preparado
Para ter uma segunda gravidez
Logo após à anterior,
Repouso a ele deve ser dado.
Aquilo que aconteceu da primeira vez,
Assim possa ser evitado.
Um espaço de tempo
Entre cada gravidez é aconselhável,
Para a mãe e para o bebé
É o mais saudável.
Que o parto corra bem,
É o mais provável.

São situações alarmantes
Estas que mencionei.
Num tempo moderno como este
Isso acontece,
Mas porquê ainda não sei.
Parece que a evolução
Nem toda a população favorece.
Deve haver algum interesse
Para que isto seja corrigido,
Mas o esforço é que não é sentido.

Tuesday, April 03, 2007

Dia da Mentira



Hoje é o primeiro dia de Abril,
O dia da mentira.
Ela não é muito aceite,
Mas neste dia
Deve haver alguém que a respeite!
Mas reflectindo profundamente,
Estou convicto
Que certamente
Haverá alguém
Que se aproveite dela não só nesta data.

Os mentirosos benditos,
Podem-se servir da mentira
Sem olhares malditos.
Também o pecador
Pode fazer uso dela à vontade,
Porque ninguém precisa de depor
Contra essa barbaridade.
No dia a dia a calunia
É que ocupa terreno
E a mentira é o fruto
Desse veneno.
A verdade mais sincera
Ela definha,
O pobre inocente
Apanha a sentença
Que não convinha
Ao verdadeiro culpado.

Na aldeia pregam partidas
Logo pela manhã.
Começa-se o dia
Com a alegria
De enganar um familiar.
Quem engana
Espera obter uma abonação,
Enganando com convicção.
Caindo numa diligência,
Passa oficialmente pela verdade
E o inocente fica atrás de uma grade.



Existem muitas formas de mentir
E muitas razões
Para ela existir.
Cabe ao ser em questão
Escolher o método mais eficaz
De a proferir.
Mas aquele que cativar
Com uma mentira
É um sincero mentiroso.
Essa poção maldosa,
Torna-o um ser maldoso.
Que é bastante perigoso
Para o mais sensível coração.

O bem,
Vence o mal.
Mas pena que o bem
Tão tarde vem.
É irrisória
A facilidade que é
Encontrar uma mentira,
Mas um coração de boa fé
Muito raramente aparece.
- Por que isto acontece?

Thursday, March 22, 2007

Gato branco atropelado



Um impulso
Faz-me olhar para o chão,
Vejo um gatinho
Morto na estrada
E sinto um aperto no coração.
Supostamente, foi atropelado,
Mas será que o carro
Não podia ter travado?

Que pessoa será essa,
Matando um inocente gato
Que calmamente a estrada atravessa?
O Homem é que veio ocupar
Cada espaço
Habitado pelos animais.
Por favor, quando veres um animal
Na estrada
Não o mate mais!

O carro com que te deslocas
Tem muita utilidade,
Mas numa fatalidade
A morte desse ser provocas,
Sem a consequência
De um julgamento,
Mas ao longo da tua existência
És julgado no momento!

Sei que deves sentir prazer
Em atropelar um animal,
Mas esse mal
Acaba por fazer sofrer
Aquela criança que o via como amigo.
Sendo assim,
Ele não era menos do que tu,
Porque vêem em ti o mesmo,
Não concordas comigo?

A cor branca
Simboliza a Paz
E é a mesma daquele gato
Onde um oposto acto
A ela,
Contribuiu para a sua morte.
Não encontras a calma em ti,
Mas não precisas
De envolver os animais
Com a tua Guerra.
Não a leves
Aos outros seres desta
Bendita Terra.
Mas não precisas
De envolver os animais

Tuesday, March 13, 2007

Mundo alugado



É notável o grau de independência
Que o Mundo tem
Para com o Homem.
Visto que,
«O Mundo não precisa do Homem,
O Homem é que precisa do Mundo».

Todo o vento que sopra,
Que vem de longe
Recolhe as sementes de algumas plantas
E as leva para lugares distantes.
Essas germinam
Sem a ajuda do Homem.
Até os animais selvagens
Servem de transporte.
Sempre com sorte
Elas chegam a algum lado,
Mas aquele incêndio
Quebrou o destino traçado.

O que é para o Homem escremento,
Para alguns animais é alimento.
Comem as sementes nele existente
E as levam para longe dali,
Fazendo crescer árvores aqui e ali.
Só como o Homem não é nada prudente,
Destrói o habitat dos animais
Sem um acto previdente.

A desflorestação
É uma prática
Que elimina a flora
E ao mesmo tempo condena
A fauna.
Não é nada pequena
A consequência proveniente disto,
Deixando o registo
Que o Homem está a destruir
O Mundo que o deixou existir.

Uma árvore dá frutos
E o Homem colhe-os para alimento.
Só não vejo nele algum agradecimento,
Porque diabolicamente
Queima o seu sustento.
É o oxigénio que a Natureza produz
Que sustém o Homem.
Ela dá-lhe tudo
E o que ele lhe dá?

- Dá-lhe enormes cidades
Que dão origem a infinitas fatalidades.,
Destruindo hectares de floresta.
Pequenos espaços verdes
É o que ainda resta.
- Dá-lhe uma densa poluição,
Poluindo o pulmão
Da grandiosa Natureza.
Polui os rios com líquidos,
Matando centenas de peixes.
- Dá-lhe armamento para a pavonear,
Mas um manto de sangue
E escombros
Se espalha por ela.
- Dá-lhe ciência para investigarem,
Não descansam
Até a alterarem.
- Dá-lhe muito mais,
Mas só geram problemas ambientais.

- Estão a destruir um «Mundo alugado»,
Onde usas e abusas dele,
Mas um dia o preço será cobrado!